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Acidentes com ciclistas em Curitiba custaram R$ 28,2 milhões em 2014

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(Foto: Reprodução/cameranorec.blogspot.com)

(Foto: Reprodução/cameranorec.blogspot.com)

 As ocorrências de trânsito envolvendo usuários de bicicletas nas ruas de Curitiba custaram pelo menos R$ 28,2 milhões aos cofres públicos ao longo de 2014 se considerados os impactos diretos e indiretos dos acidentes para as três esferas de governo.

O cálculo usa como base a metodologia do estudo Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Aglomerações Urbanas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados atualizados da pesquisa do Ipea foram aplicados sobre os acidentes registrados na capital paranaense de acordo com o grau de gravidade apontado pelo Atlas da Acidentalidade com Bicicletas no Trânsito Urbano de Curitiba em 2014.

Em 2014, a capital paranaense registrou 782 acidentes de trânsito envolvendo ciclistas e que deixaram um total de 810 vítimas. Destas, 229 foram consideradas vítimas leves (28,4%); 509 tiveram ferimentos graves sem risco à vida (63,2%), 19 tiveram ferimentos gravíssimos com risco à vida (2%) e 6 morreram no local do acidente (0,7%). Outros 47 acidentes não tiveram o grau de gravidade da vítima registrado no boletim de ocorrência (5,8%). O levantamento não contabiliza eventuais mortes registradas até 30 dias após os acidentes.

O custo médio de cada atendimento do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate), em valores atualizados, é estimado em R$ 4.052,83. A base de cálculo serve para os casos de ferimentos leves em que a vítima não precisa ser hospitalizada e naqueles em que não há detalhes sobre a gravidade da vítima. Nas ocorrências em que há necessidade de remoção para um hospital, sem risco de vida para o paciente, o custo médio é de R$ 36.305 por acidente. Nos acidentes gravíssimo, quando há risco à vida, esse custo sobe para R$ 200 mil. Já em caso de morte, o custo chega a R$ 800 mil por vítima, segundo o estudo do Ipea.

Entre os custos diretos estão despesas médico-hospitalares; resgate de vítimas; perda temporária de produção; gastos previdenciários; atendimento policial; danos a veículos, propriedade de terceiros, mobiliário urbano e sinalização; remoção de veículos e processos judiciais. Entre os custos indiretos estão perda de produção por morte e incapacidade permanente além dos efeitos econômicos causados pelos congestionamentos.

O custo total dos acidentes envolvendo bicicletas na capital paranaense equivale a 0,4% do orçamento de Curitiba no ano de 2014 e é mais de 11 vezes o valor investido pela prefeitura na campanha educativa de trânsito intitulada “Vó Gertrudes”, que custou R$ 2,5 milhões ao município.

Redução

Segundo a administração municipal, entre 2011 e 2014 a cidade registrou uma queda de quase 30% no número de vítimas fatais no trânsito se contabilizadas todas as modalidades. Segundo a prefeitura de Curitiba, além das campanhas educativas, o investimento em sinalização viária contribuiu para a redução das fatalidades – em 2013 e 2014, a prefeitura implantou mais de 200 mil metros quadrados de sinalização horizontal e 12,7 mil placas de sinalização vertical, além de 100 semáforos.

Curitiba é uma das cinco capitais do país com ações do programa Vida no Trânsito, iniciativa sob a chancela das Nações Unidas (ONU) para redução de mortes nas ruas e estradas do país. A meta do programa, iniciado em 2010, é reduzir pela metade o número de mortes no trânsito em uma década.

No caso específico dos ciclistas, Curitiba precisará reduzir o índice anual de mortes para, no máximo, 11 ao ano. Em 2013, a cidade registrou 18 óbitos de ciclistas, considerando também as vítimas que morreram até 30 dias após o acidente. Com este número, a cidade encerrou um período de cinco anos consecutivos de redução nos índices de fatalidade de ciclistas. Entre os anos de 2008 e 2012, o número de acidentes que resultaram em mortes caiu de 38 para 17 – uma redução de 55% no período.

Os dados totais de mortalidade de 2013 são os mais recentes disponíveis na base de dados do Sim/DataSUS, do Ministério da Saúde. Os dados preliminares de 2014 só devem ser divulgados pelo governo federal no segundo semestre deste ano e consolidados no primeiro semestre de 2016.

Perfil dos Acidentes

A série especial Bicicletas em Trânsito publicará na próxima reportagem o perfil dos acidentes mais comuns e a classificação dos casos de acordo com o estado de gravidade da vítima. As reportagens têm como base o Atlas da Acidentalidade com Bicicletas no Trânsito Urbano de Curitiba em 2014.

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