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Ciclofaixa na Av. das Torres custa menos de R$ 150 mil

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Ciclofaixa na Avenida das Torres já é uma realidade…lá em Cuiabá! Trecho de 30 km liga a capital do Mato Grosso à cidade de Várzea Grande no sentidos ida e volta.

A construção de um corredor ciclístico na Avenida Comendador Franco (Av. das Torres), reivindicação dos ciclistas curitibanos após a morte do ciclista Osmar da Cunha, atropelado por um motorista bêbado no último dia 18, pode ser realizada por menos de R$ 150 mil.

O valor da obra consumiria apenas 30% do orçamento municipal ainda disponível para a implantação e revitalização da infraestrutura cicloviária da cidade.

Isso já considerando a revisão orçamentária, que cortou em 72% a verba inicialmente prevista para 2011 de R$ 2,09 milhões para R$ 590 mil. Deste total, a prefeitura já executou R$ 126 mil, no único desembolso feito durante este ano, no mês de maio. Resta, portanto, R$ 464 mil, para ser investido até dezembro.

O valor é mais do que suficiente para construir o “Corredor Ciclístico Osmar da Cunha”, em um trecho de 14 quilômetros. A obra, se executada, será capaz de integrar oito bairros ao centro da capital, beneficiando diretamente mais de 150 mil moradores, além de integrar a capital com São José dos Pinhais, município da região metropolitana com 260 mil habitantes, sede do Aeroporto Internacional Afonso Pena.

O cálculo do custo de construção da ciclofaixa tem como base o preço médio dos editais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), para obras em estradas federais. Para a criação de uma ciclofaixa foi considerado o custo da pintura de uma faixa contínua e sinalização com tachas reflectivas bidirecionais (olho-de-gato) em toda a extensão da Avenida das Torres. (Confira os números no fim deste post).

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O Rio de Janeiro, que adotou o slogan estratégico de “Capital da Bicicleta” abriu licitação para construir uma ciclovia na sua “Avenida das Torres”, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Investimento será de R$ 3,7 milhões e inclui calçamento.

Apenas para efeito de comparação, o ônibus Mega BRT – conhecido por aqui como “Ligeirão Azul” ou simplesmente “Azulão” –, custa entre R$ 1 milhão e R$ 1,25 milhão, dependendo da configuração do veículo, segundo informações do próprio fabricante.

Cada ônibus tem capacidade para transportar, no máximo, 250 passageiros ao mesmo tempo. Já a construção de 14 quilômetros das vias exclusivas para os biarticulados (canaletas) custaria R$ 140 milhões, de acordo com informações da Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU).

Uso das ciclovias
Em Bogotá, 1 cidadão em cada grupo de 20 habitantes usa a bicicleta como meio de transporte. A capital colombiana contabiliza cerca de 350 mil viagens por dia, nos mais de 300 quilômetros das Ciclorutas disponíveis.

O uso da bicicleta é estimulado por campanhas de educação dos ciclistas e motoristas e também é apontado como um dos elementos que ajudou a tirar Bogotá da liderança do ranking das cidades mais violentas do mundo para colocá-la no topo da lista de cidades mais sustentáveis.

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Em Bogotá, canteiro central de avenida foi transformado em “cicloruta”. Enquanto isso, em Curitiba, subdesenvolvimento político exclui os ciclistas.

Se aplicado o mesmo coeficiente de adesão à bicicleta em Curitiba, o Corredor Ciclístico Osmar da Cunha seria usado diariamente por cerca de 8 mil pessoas, considerando-se apenas os bairros diretamente cortados pela Avenida das Torres em Curitiba. Se pensarmos que, em média, cada veículo circula com 2 passageiros, serão 4 mil carros a menos congestionando, poluindo e atropelando ciclistas e pedestres. Será uma bela oportunidade para Curitiba voltar a fazer jus ao já desgastado título de Capital Ecológica.

Já para acomodar esses mesmos 8 mil passageiros no sistema de ônibus da capital, seriam necessários 32 biarticulados “azulões”. Para isso, a prefeitura teria que desembolsar entre R$ 32 milhões e R$ 40 milhões.

Não é preciso ser nenhum gênio em finanças ou mestre da administração pública para perceber qual a solução mais eficiente para resolver o problema do transporte público urbano. É só uma questão de fazer as contas e ter vontade política. O resto são apenas desculpas, meras justificativas para não se fazer nada.

Custo de construção do Corredor Ciclístico Osmar da Cunha (Av. das Torres)

Pintura de faixas
Custo unitário: R$ 15,52/m²
Unidades/km: 456 m²
Custo por quilômetro: R$ 7.077,12
Custo total (14 km): R$ 99.079,68

Sinalização (olho-de-gato)
Custo unitário: R$ 11,16
Unidades/km: 313
Custo por quilômetro: R$ 3493,08
Custo total (14 km): R$ 48.903,12

Total faixa + sinalização: R$ 147.982,80

Orçamento Municipal 2011 – Implantação e Revitalização de Infraestrutura Cicloviária do Município

Fonte: Recursos Ordinários (Livres)
Orçado Anual Inicial: R$ 2.090.000,00
Orçado Anual Atualizado: R$ 590.000,00
Valor Pago (Jan/Ago): R$ 126.209,46
Recursos disponíveis: R$ 467.790,54

Fontes: Dnit e Curitiba Aberta

Mobilize-se
A Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu (CicloIguaçu) criou uma campanha através das redes sociais para cobrar do prefeito Luciano Ducci a criação de uma ciclofaixa na Avenida das Torres.

Para participar, escreva pelo Twitter para @LucianoDucci, usando as hashtags #maistintamenossangue, #ciclofaixajá e #pedalaDucci.

Você também pode ligar para o telefone da Prefeitura 156 e pedir a construção de uma ciclofaixa na Avenida Comendador Franco.

Você também pode registrar esse pedido pela internet:

“Em decorrência da morte do ciclista Osmar da Cunha, solicito a implantação de uma ciclofaixa em toda a extensão da Av. Comendador Franco (Av. das Torres) para garantir a segurança dos ciclistas, integrando 8 bairros da capital e beneficiando 260 mil moradores que terão segurança para utilizar um meio de transporte sustentável como a bicicleta”

Copie e cole o texto acima e preencha o cadastro com seus dados pessoais. A prefeitura gerará um protocolo que deverá ser respondido.

Além disso, ajude a divulgar essa ideia pelo Facebook, Orkut e Blogs. Também cobre do seu vereador a fiscalização da execução do orçamento municipal para construção de ciclovias e ciclofaixas.

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