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Ippuc apresenta plano diretor com 400 km e prevê ciclovia na Avenida das Torres

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Mapa da rede cicloviária de Curitiba: plano prevê 400 quilômetros.

Se o plano diretor cicloviário do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) sair da prancheta e virar realidade, a bicicleta será definitivamente inserida como modal de transporte da nossa cidade.

O projeto do órgão prevê a implantação de mais de 300 quilômetros de ciclovias e ciclofaixas em Curitiba, além da revitalização dos 118 quilômetros existentes atualmente.

A grande novidade, no entanto, é a confirmação da implantação de uma rede cicloviária na Avenida Comendador Franco (Av. das Torres) com 10 quilômetros de extensão, até o portal de São José dos Pinhais, dentro do projeto de adequação da cidade para a Copa do Mundo de 2014.

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Ciclovias terão pintura especial e sinalização padronizada.

A informação foi confirmada pela arquiteta Maria Miranda, da coordenação de Mobilidade Urbana e Transportes do Ippuc, que explicou que projeto prevê ciclovias segregadas e bidirecionais (nos dois sentidos da via).

“Está previsto no PAC da Copa, É certeza que vamos fazer”, assegura. A continuação da obra, ligando a ciclovia até o Aeroporto Afonso Pena deverá ser executada pela prefeitura de São José dos Pinhais com verbas da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec).

“Isso é o mínimo. Se aplicarmos o conceito de rotas cicláveis e sinalização a cidade poderá atender muito mais a circulação dos ciclistas. O Plano Diretor da cidade prevê a criação de condições para que os ciclistas transitem em qualquer via da cidade”, afirma a arquiteta.

O plano cicloviário do Ippuc prevê ainda a implantação de uma ciclovia exclusiva no canteiro central da avenida Visconde de Guarapuava e de uma ciclofaixa na Avenida Marechal Floriano. Já o plano de recuperação da malha existente deve mudar o foco no lazer, conectando a malha em rede, além de renovar a sinalização dentro do padrão estabelecido pelos órgãos federais de trânsito.

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Com recursos orçamentários próprios, prefeitura poderia ter recuperado 98% da rede cicloviária desde 2010.

Questionada sobre prazos, a arquiteta afirma alguns projetos já estão em andamento. “Os planos de médio prazo já estão em obras ou em fase de licitação. Os de longo prazo ainda dependem de verbas de financiamento”, explica Maria.

Ciclofaixa de lazer
Outra novidade prevê a implantação das Ciclofaixas de Lazer em Curitiba. O modelo, implantado em cidades como Nova York, Bogotá e, no Brasil, em São Paulo e Brasília, prevê o bloqueio de faixas de rolamento de grandes avenidas da cidade durante os fins de semana para o trânsito exclusivo de ciclistas.

Em São Paulo, a ciclofaixa de lazer destina 45 quilômetros de vias todos os domingos. “A preferência é para a bicicleta. Não importa que fique apenas uma faixa para os carros”, explica a coordenadora do projeto, Laura Lúcia Vieira.

Segundo ela, o projeto vem ajudando a inserir a bicicleta no cotidiano da cidade. “Muitos motoristas começam a pedalas nos fins de semana. Alguns percebem que é possível usar a bicicleta no dia a dia. Outros continuar dirigindo, mas percebem que é preciso respeitar o ciclista”, avalia.

A previsão é de que a primeira ciclofaixa de lazer de Curitiba entre em operação no dia 25 de setembro, como parte das ações do Dia Mundial Sem Carro. Entretanto ainda não há confirmações de onde ela irá funcionar ou e se o projeto é permanente, como na cidade de São Paulo ou apenas um “teste”.

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