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Novos paraciclos custarão 25% a mais para a prefeitura

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Novos equipamentos custarão 25% a mais que os já existentes. (Foto: Luiz Costa/SMC)

Novos paraciclos serão 25% mais caros. (Foto: Luiz Costa/SMC)

A prefeitura de Curitiba pretende instalar nos próximos 60 dias 25 novos conjuntos de paraciclos — estacionamentos públicos para bicicletas – na região central da cidade e seu entorno. Os equipamentos vão acrescentar 240 novas vagas para bicicletas às 80 já existentes em praças, parques e pontos de interesse cultural. Os novos paraciclos custarão R$ 139.953,73 — R$ 5598,15 por conjunto, valor quase 25% superior ao pago nos equipamentos implantados no início de 2012, já descontada a inflação no período.

A  empresa responsável pela execução das obras é a Kokot & Irmãos Ltda, a mesma que instalou os paraciclos já existentes na cidade. Os novos equipamentos foram licitados em agosto de 2014 e a empresa venceu a concorrência com um deságio de 2,13% sobre o valor máximo proposto pelo edital.

Em 2012, os equipamentos foram licitados pela prefeitura ao custo de médio de R$ 3.875 cada — R$ 4.492,95 em valores corrigidos pela inflação acumulada pelo IPC-A até a data da licitação. A diferença é de R$ 1.105,2 por equipamento e representa um acréscimo de R$ 27.630 no total da licitação. Com essa diferença, seria possível construir mais 6 conjuntos de paraciclos pelos valores antigos corrigidos pela inflação.

Pintura

Empresa entregou pintura mais barata que a contratada em 2012. (ACN/IVB)

Pintura mais barata em 2012. (ACN/IVB)

No início de 2012, a Kokot & Irmãos Ltda entregou os paraciclos à prefeitura com uma pintura cerca de 20% mais barata e de qualidade inferior à licitada. Os equipamentos apresentaram problemas e começaram a descascar antes mesmo de serem usados pela população. Após a denúncia feita pelo blog Ir e Vir de Bike, os equipamentos foram refeitos e entregues conforme previsto no edital

Novela

O projeto dos novos paraciclos, que sairá do papel com quase três anos de atraso, é praticamente o mesmo plano de expansão anunciado em maio de 2012 pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) ainda na gestão de Luciano Ducci (PSB). O projeto chegou a ser licitado, mas não teve a ordem de serviço assinada e acabou ficando esquecido na gaveta por conta das eleições municipais de 2012 e posterior mudança de gestão na prefeitura em janeiro de 2013. Em julho de 2014, a prefeitura chegou a anunciar que os equipamentos seriam implantados “até o fim do ano”, o que acabou não sendo cumprido pela gestão Gustavo Fruet (PDT).


Modelo

A principal característica dos paraciclos é prender as bicicletas pelo quadro e não apenas pelas rodas como em alguns modelos antigos. Desenhados pelo setor de Mobiliário Urbano do Ippuc em 2011, o paraciclo padrão de Curitiba tem 1,6 metros de largura por 0,75 centímetros de altura. A estrutura é feita em ferro galvanizado terão forma de arco, sendo que cada arco pode receber até duas bicicletas de cada lado. Cada módulo tem entre três e cinco arcos, com uma capacidade para até dez bicicletas. A cor escolhida para o mobiliário é o vermelho – com pintura eletrostática para evitar ferrugem. Cada paraciclo tem ainda um totem de identificação do equipamento.

Rodoferroviária 

A Rodoferroviária não está na lista dos lugares que receberão os novos paraciclos. A reforma do terminal para a Copa do Mundo, que custou R$ 40 milhões, previa um conjunto de paraciclo padrão, com capacidade para oito bicicletas, situado na lateral do terminal perto do acesso ao bloco estadual. O projeto previa ainda a uma ciclovia em frente ao local para integrar os eixos já existentes nas avenidas Affonso Camargo e Mariano Torres. Os equipamentos não foram entregues ao final da obra e a prefeitura segue sem data definida para implantação do paraciclo e da ciclovia no local.

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