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UCI quer Curitiba no mapa dos grandes eventos do ciclismo internacional

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Nogare (esq.) ao lado do presidente da UCI em etapa do Tour de France de 2014 na Inglaterra.

Curitiba está no radar dos grandes eventos do ciclismo internacional promovidos sob a chancela da União Ciclística Internacional (UCI). Em um futuro próximo, a capital paranaense poderá sediar uma etapa de um dos campeonatos mundiais promovidos pela entidade ou ainda ser palco de um grande evento de ciclismo de massa — aos moldes do Cape Argus, evento que reúne anualmente mais de 30 mil ciclistas na Cidade do Cabo, na África do Sul.

O interesse partiu de um grupo de empresários locais, que se articulam para tornar este projeto uma realidade. E quem trabalha para impulsionar a bicicleta na terra das araucárias é o curitibano Ricardo Nogare, ex-ciclista profissional e um dos seis membros da comissão Ciclismo para Todos, divisão da UCI que tem por objetivo promover o uso da bike em suas mais diversas formas. No papel de “Embaixador da Bicicleta” na entidade máxima do esporte sobre duas rodas, Nogare virá a Curitiba em meados de setembro para, junto com a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), prospectar empresários e autoridades locais na esperança de articular a realização de um grande evento ciclístico por aqui.

“Minha missão na UCI é ajudar a promover o uso da bicicleta para além do esporte. E sabemos que um grande evento ciclístico tem um grande impacto e estimula as pessoas a usarem a bike”, argumenta, citando como exemplo a Inglaterra, onde as Olimpíadas de 2012 ajudaram a promover o ciclismo e impulsionaram o uso da bicicleta como meio de transporte pelos londrinos.

“O investimento no ciclismo sempre tem um retorno positivo para sociedade, pois o benefício social, de saúde ou de infraestrutura permanece na vida das pessoas e pode ser usado por um longo período”, diz, comparando com os elevados custos nos estádios para a Copa do Mundo, que tiveram uso centralizado, por um curto período além de deixarem altos custos com a manutenção dos espaços.

“Já a bicicleta tem um impacto não apenas na diminuição do trânsito e congestionamentos – com efeitos positivos para o meio ambiente. Ela também tira as pessoas do sedentarismo e melhora a saúde da população. Na questão da diabete, com 150 minutos de locomoção por semana, o governo consegue economizar 3% do custo total de tratamento da doença. Na Inglaterra, isso equivale a R$ 1 bilhão”, aponta.

As modalidades com maior potencial de trazer etapas para o Brasil são o mountain bike, que tem os mais altos níveis de participação das categorias do ciclismo no Brasil ou o ciclismo de estrada, onde o país concentra a maioria dos atletas de alto rendimento.

Perfil

Ciclista profissional entre 1992 e 2000, Ricardo Nogare venceu várias provas importantes do ciclismo nacional, foi bicampeão brasileiro na categoria sub-30 e defendeu a seleção brasileira na categoria Júnior em 1994. Atualmente, Nogare divide seu tempo entre a função de vice-presidente do banco de investimentos State Street Bank, em Londres, e o cargo de Embaixador da Bicicleta na UCI. Pedala até 50 quilômetros por dia em seus deslocamentos por Londres e também usa a bicicleta como prática esportiva e em viagens de aventura.

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